quarta-feira, 21 de maio de 2008

Linux, de volta as origens.

Como o título sugere, em casa, voltei a ter somente Linux no meu computador.
10 anos atrás começava minha saga por este sistema que, até aquele momento, era algo difícil e complicado.

Trabalhava em um ISP, e nosso firewall (um Pentium 100 com 16Mb de RAM, se não estou enganado) tinha sido montado por uma empresa, o sistema? Linux, claro.

Resolvi ver mais de perto aquele “alien”.

Depois de algumas leituras pela net resolvo testar o Corel Linux, por ser amigável.

Usei o Linux por 3 ou 4 dias, fiquei farto.

Um ano e meio depois, já trabalhando em outro ISP, conheço o Júlio, que dominava bem essa área. Conversas daqui, conversas dali, passei a acompanhar o trabalho dele nos servidores. Nessa altura eu já falava em distribuição, kernel, iptables.

Os servidores tinham Debian e Slackware.

No meu posto de trabalho, instalo Conectiva, depois Red Hat, usando paralelamente Windows 2000.

Com o tempo o uso do Windows era cada vez menor, até que removi o Windows da minha máquina, pois tudo que eu precisava tanto para o trabalho como extras, o Linux me atendia 100%.

Muita coisa aconteceu, me mudei para Portugal e chegando lá uma proposta irrecusável, ainda mais para quem ainda estava sem trabalho fixo.

Fazer um servidor de e-mail funcionar, e arrumar o Active Directory da empresa.

Na mesma hora pensei, Qmail + Samba.

Pedi uma semana e meti a mão na massa. 10 dias depois estava funcionando o que ninguém tinha conseguido ainda, alguns acertos, e em menos de 1 mês tudo “rodava” redondinho (e o Faustão nem passou perto).

Daí para cá, o Linux tornou-se meu dia-a-dia, porém a nível de desktop estava meio decepcionado. Não pelo fato de não ser bom, mas por culpa da Red Hat. Como eu era até então um usuário deles, achava o rpm fantástico, estava acostumado já, eis que surge o projeto Fedora Core. No início até que eu gostei, mas aí veio o Fedora 2, e menos de um ano depois, Fedora 3. Não nasci para formatar máquinas, isso é um fato, eu ODEIO formatar uma máquina, ter que instalar tudo, configurar tudo.

Insanamente e sem pensar, formatei e coloquei Debian. “Seus problemas acabaram”

No último ano, o dia-a-dia me afastou do uso, testes e etc.

Em virtude de um projeto que estou desenvolvendo e do meu Windows Vista ter “crashado” de vez, voltei a usar Linux como desktop.

Muitas escolhas, muitos nomes, optei inicialmente por 2. Ubuntu e Gentoo.

Vou ser franco, nem cheguei a testar o Gentoo.

Ubuntu é fantástico. Rápido, bonito, inteligente, estável. O sistema é um primor.

Até agora não tenho nem uma vírgula para falar mal.

BrOffice até agora tem sido excepcional, inclusive algumas planilhas com fórmulas, proteção de senha, ele abriu, editei, salvei, tudo na boa.

Photoshop, no Linux, Gimp tem atendido a TODAS as minhas necessidades, botões em lugares diferentes, alguma operação que fazia de um jeito, estou fazendo de outro, mas nada a reclamar.

aMSN só falta a chamada por voz. Webcam está OK.

VoIP? Skype funciona perfeitamente.

Ontem fiz os últimos acertos, faltava o Skype e configurar minha webcam no aMSN. Sinceramente, é até loucura falar em configurar, foi abrir o assistente seguinte, seguinte, seguinte, testar, testar, concluir. Já estava!

Uso a linha de comandos mais por costume do que por necessidade, pois o sistema faz tudo.

Windows? Até o momento não tenho instalado, e pelo que estou vendo, vou continuar sem ele.

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