quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ser Palmeirense nunca foi tão triste...

O que leva uma diretoria a uma posição covarde?
O que leva uma comissão técnica milhonária não ter sucesso?
O que leva um técnico não conseguir fazer um clube evoluir?

Sinceramente acredito que essas são perguntas que todos nós, Palmeirenses, gostaríamos de ter respondidas.
A alguns jogos nosso apoio ao nosso técnico vem caindo gigantemente.
Tivemos um início de ano glorioso, éramos vistos como o time sensação de 2009.
Ataque matador, meio campo compacto, defesa com algumas dúvidas.
Lideramos quase todo Paulista-09, nos classificamos em primeiro e, quando pegamos o 4° colocado, Santos (que classificou-se no último minuto) pensamos, agora é direto para a final.
Pois é, nosso pesadelo começou ali.
Primeira partida, 2x1 na baixada, pensamos, muito bem, agora no Palestra iremos no mínimo fazer algo parecido como na primeira fase (Palmeiras 4x1 Santos), porém nosso sonho acabou rapidamente, com outro 2x1 fomos desclassificados nas semi-finais daquele que "parecia" ser um título certo.

Paralelo a todo esse acontecimento temos a Libertadores, nosso grande desejo, nosso grande objetivo. Então que em 08/04 começamos o milagre, ganhamos do Sport-RE por 2x0 na casa deles, próximo jogo também contra o Sport, ficamos em casa com um mísero placar de 1x1.

E então que o que era difícil, tornara-se dificílimo. Restavam apenas duas partidas para nossa equipe, tínhamos que ganhar ambas.
Palmeiras x LDU, que tinha nos vencido na estréia e Colo-Colo x Palmeiras, que tinham simplesmente "enfiado" 3 x 1 dentro da nossa casa.
Entramos com tudo contra a LDU, e em um bom jogo ganhamos, 2 x 0. O sonho continua.
Vamos a Santiago, 29/04 enfrentar o Colo-Colo, que precisava apenas de um empate e nós da vitória.
Um jogo fechado, retrancado onde o Palmeiras não fez nada. O Sofrimento tomava conta, eu já impaciente não aguentava mais. Até que Deus enviou um "deus do futebol" ao campo, este encostou em Cleiton Xavier para aos 87' soltar um "balaço" do meio da rua, uma curva impressionante encobre o goleiro e nos classifica.
A explosão foi de gritos e pulos, pouco me importando onde estava.
Oitavas-de-final, novamente o Sport-RE no nosso caminho. Primeira partida no Palestra, jogamos mal e ganhamos de apenas 1 x 0. Placar pequeno para ir até a Ilha do Retiro. Mas confiantes, visto que, ganhamos lá, iremos ganhar novamente.
Durante o jogo, o 0x0 se arrastava, jogo "truncado", pegado, mordido. Primeiro tempo termina assim, como tudo começou. Segundo tempo, a história é a mesma, então que nosso manager*, covardemente por volta dos 20' tira Diego Souza e Keirrison e 10 minutos depois tira Souza para entrada de Mozart, claramente esperando o final da partida e se classificar com o 0x0.
Eis que no futebol, quem não faz, leva (antigo mas sábio).
Aos 37' do segundo tempo, o Sport encontra o seu gol e leva tudo para os pênaltys.
Sofrimento? Apenas apelido para o que sentimos vendo nosso primeiro cobrador (Mozart) errar. Porém temos um SANTO, São Marcos, que milagrosamente defende o primeiro pênalty do Sport. Nas segundas cobranças, gol para os dois times. Daqui para frente, outro "deus do futebol" nos ajudou, desta vez, encostou em São Marcos, que defendeu a 3° e 4° cobrança do Sport, nos levando as quartas-de-final, para enfrentar o oportunista Nacional (URU), pois classificara-se, tal como o SPFW, diretamente, sem jogar devido a Gripe A e a recusa de disputarem seus jogos no México.
Primeira partida, no Palestra, a certeza de que ali, começaria nossa arrancada para nosso segundo título na Libertadores.
Um placar de 2 ou 3 x 0 nos daria uma vantagem que dificilmente seria retirada no segundo jogo.
Eis que nosso manager*, em mais uma de suas ideias brilhantes escala nosso time de maneira que, aos 28' do primeiro tempo faz 2 substituições, saindo Fabinho Capixaba e Souza, para entrada de Marquinhos (que não mostrou 1% de futebol) e Obina contratado a dois dias, com um (1) treino junto ao time.
Finalmente, aos 11' do segundo tempo, uma triangulação entre Keirrison, Cleiton Xavier e o chute de Diego Souza, o goleiro ainda toca nela, mas morre dentro do gol.
Todos imaginamos que era o gol que abriria a "porteira". Ledo engano.
Nosso manager*, em mais uma brilhante ideia, aos 29' do segundo tempo, tira Keirrison e coloca o péssimo Jumar. Em uma clara mostra de defender o pífio 1x0.
Futebol é ingrato, e todos sabemos disso. Eis que aos 35' do segundo tempo, o Nacional encontra o seu golzinho, em uma bola chutada para a área, o atacante Santiago Garcia, resvala na bola batendo nosso São Marcos.
Palmeiras 1 x 1 Nacional.

Deste jogo para cá, não escrevi uma linha aqui.
Comentei no Cruz, Parmerista! e Forza, mas aqui me recusei para não escrever na raiva.

Estou triste por ver o Palmeiras jogar. Não vejo evolução, não vejo conjunto, não vejo técnica, não vejo esquema, não vejo VONTADE!

Luxemburgo já foi o melhor técnico do Brasil, certamente esteve entre os 5 melhores do mundo ao lado de monstros como Felipão, José Mourinho e Alex Ferguson.
Mas hoje, é apenas refém de sua soberba.
A falta de modéstia não deixa que ele veja a situação em que se encontra.
Grande parte da torcida está totalmente contra suas escolhas, suas teorias, seus modos de treinar(?) nosso time.
Reprovamos vários jogadores: Fabinho Capixaba, Jumar, Mozart e até Obina (será que desencantou?).

Empatar com o Barueri teria sido em outros tempos um acidente de percurso, seria um daqueles resultados para nos fazer torcer o nariz mas, deixa lá, porém, em virtude da situação, tomou ares gigantescos! Afinal, ganhávamos por 2x0 (o pior placar do futebol).

Para completar toda nossa tristeza, somos obrigados a ver nosso plantel de folga segunda e terça. Depois de um resultado daqueles.
Aqui eu até sou obrigado a levantar a bandeira e aceitar. Foi bom para eles esses dois dias de folgas, longe dos microfones, dos repórteres.
Vamos ser sinceros, esse time não vai ser o de 1993, ou de 1996 ou ainda o de 1999.
Não vamos ver domingo uma equipe fantástica, trocando lindos passes, jogando em bloco, marcando por zona (perfeitamente), fazendo triangulações no ataque, "um-dois"...
Não veremos nada disso.
Aqui, não reclamarei mais do Fabinho Capixaba, do Mozart, Jumar e etc.
Posso até questionar uma substituição, um esquema tático ou algo do gênero, mas críticas ao manager*, a diretoria, ou jogadores, não.

EU ACREDITO NO PALMEIRAS, mas agora, acredito nesse Palmeiras que vemos hoje, e não em ser a melhor equipe do Brasil.
Ser campeão na Libertadores-2009, a trancos e barrancos, já me basta.

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Este blog optou por chamar nosso treinador, de hoje para frente, de manager, em alusão aos técnicos da Europa, pois é assim que ele (Luxa) se acha.


2 comentários:

Washington disse...

Escreveu tudo isso pra no final cair na real né?

Nosso time é um time razoavel, que não é melhor q nehum outro time da Libertadores, mas tb não é pior q nenhum deles. O q nos resta é ir no estadio apoiar, e não ficar reclamando o jogo inteiro como mtos fizeram contra o Nacional.

Abraço!

Emerson Machado disse...

Infelizmente é a verdade que temos que encarar né...