sexta-feira, 24 de julho de 2009

O que sentiu Muricy, agora no Palmeiras...

Reproduzo aqui, o texto de Luis Carlos Quartarollo, que ao meu ver, foi o que melhor escreveu sobre a chegada do nosso técnico, Muricy Ramalho. (original aqui)

O que sentiu Muricy do outro lado do muro?
do Blog do Quartarollo de Luis Carlos Quartarollo

Muricy foi apresentado hoje no Palmeiras.

Sorridente, confiante e disposto a conquistar a torcida, o técnico acompanha a delegação para Presidente Prudente e elogia o técnico interino Jorginho, seu jogador na época de Portuguesa Santista.

Jorginho estava encerrando a carreira e Muricy começando como técnico, já ao lado do auxiliar Tata.

Entre tantas coisas ditas e perguntadas ao treinador, eu gostaria de saber mesmo como se sentiu Muricy quando estava indo para a Academia, que fica ao lado do CT do São Paulo.

Era a primeira vez em tanto tempo que iria para o mesmo lado, pela mesma avenida, mas com outro destino e tão próximo do antigo ninho.

O que será que Muricy sentiu quando entrou na Avenida Marques de São Vicente?

Será que quase passou do ponto para entrar no portão sãopaulino por força do hábito?

Será que doeu o seu coração até outro dia tão tricolor, onde ele tem uma história maravilhosa como jogador e treinador?

Será que quando embicou o carro no estacionamento da Academia, até sem querer, olhou por cima do muro lembrando-se da velha casa do outro lado?

O que sentiu Muricy? Algo assim como: ”agora não tem mais jeito, estou mesmo do outro lado”

A sua melhor fase como profissional foi do lado de lá. Agora está do lado de cá do muro.

Duvido que não tenha sentido nada.

Talvez tenha sentido a dor da perda, mas ao mesmo tempo o alívio por uma nova empreitada.

Pois é assim que acontece na vida e na profissão.

Lamenta-se o passado, o que se perde, mas se agradece quando se vislumbra um bom futuro.

Ainda vai demorar um tempo para que Muricy se esqueça do outro lado do muro.

Talvez nunca esqueça, pois seus principais títulos estão lá.

Mas ele tem a chance de fincar o pé, plantar novas sementes e talvez um dia passando a frente dos dois CTs, do outro lado da Marques de São Vicente, diga para os seus netos.

”Aí, nestes dois lugares, eu tive as maiores glórias da minha vida”.

Que assim seja. Boa sorte, Muricy.

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