sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pesquisas inúteis, inteligência esperdiçada

Uma das coisas que me fascinam é o espaço.
Sou viciado em ficção científica, viagens espaciais, física, UFOs e afins.
Sendo assim, vi uma matéria no G1 que me chamou atenção, intitulada Corredores gravitacionais podem baratear viagens espaciais.

Como alguns devem saber, uma viagem espacial é caríssima, e um dos motivos é a quantidade de combustível necessário para ir e voltar. Inclusive esse fator combustível é um grande limitador das viagens espaciais para nós, humanos "normais".

Lendo a matéria, descubro que a pesquisa foi feita pelo físico Shane Ross (que eu nunca ouvi falar, procurei no google e não achei nada, na Wikipédia idem).

O princípio é parecido com o efeito estilingue (assistência gravitacional) muito usado pela NASA, porém nesse caso, o foguete é colocado na órbita de uma lua, ao contrário do efeito estilingue que simplesmente "lança" o foguete ao espaço, seria como pegar um tubo, uma corrente gravitacional para uma lua.
Ele explica ainda que é como se fosse uma corrente marítima levando um barco.
Até hoje apenas a nave Gênesis, em 2004, usou a tecnologia, porém a missão teve problemas no retorno a Terra. Neste caso, a Gêneses levou dez vezes menos combustível devido a técnica.
Aqui então começa o que eu chamo de esperdício.
Em uma estimativa, usando esse efeito, para ir da Terra a Marte, seria impossível, pois a viagem levaria MILHARES de anos.
Como é que é?! MILHARES de anos? Mas hoje essa viagem não é feita em mais ou menos 6 meses?
Sim, mas essa é uma pesquisa científica que deve ter levado uns bons anos e uns bons MILHARES de euros.
Preciso dizer mais alguma coisa?

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