quinta-feira, 4 de março de 2010

O problema chama-se DIRETORIA

Do Blog Divino, O Blog do Ademir.

A prova da incompetência
By adcastellari


Via: EspnBrasil.
Fábio Raiola: “Falta dinheiro, porque o Palmeiras gastou errado”

Fábio Raiola era o diretor-financeiro do Palmeiras no primeiro ano da gestão Luiz Gonzaga Belluzzo. Era, porque anunciou sua saída por problemas particulares em dezembro. Os problemas eram mais políticos do que pessoais. A verdade é que Raiola era um dos vários descontentes no grupo que levou Belluzzo ao poder no Parque Antártica. “Não concordo com a gestão do futebol.”
A razão de suas críticas está diretamente ligada ao dinheiro gasto em jogadores que não deram retorno. A lista é imensa e começa em 2007, quando o presidente ainda era Affonso Della Monica, mas o vice-presidente de futebol já era Gilberto Cipullo. Por gastar dinheiro demais com jogadores como Fabinho Capixaba, Gladstone, Jumar, Paulo Miranda, Léo Lima, Edmílson. A quem diz que falta dinheiro, porque o clube se endividou, a resposta de Raiola é que o clube não tem dinheiro porque gastou errado. Abaixo, a conversa com o ex-diretor financeiro do clube.
PVC – Na saída, o Toninho Cecílio disse que faltava dinheiro, por causa do corte de orçamento de 30%. Faltava?
RAIOLA – Não houve corte de 30%, nem de 20%. É só observar quanto estão pagando agora pelos novos jogadores que chegaram e você vai ver que o problema é o dinheiro mal empregado. Desde 2007, foram muitos os jogadores contratados que não serviram e isso sim tem sido um problema. Respeito muito todos os meus colegas de diretoria. Mas o fato é que não concordo com a gestão do futebol. Não quero ficar marcado como o diretor financeiro que atrapalhou o Palmeiras, porque isso não é verdade. O futebol gastou dinheiro demais com jogadores e comissão técnica que sabidamente não dariam retorno. Hoje a dívida está na casa dos 60 milhões de reais.
PVC – A dívida bancária?
RAIOLA – É importante explicar isso. O Mustafá saiu do clube dizendo que tinha deixado dinheiro em caixa. Tinha dinheiro, porque ele não pagava impostos. E, hoje, diferente do passado, o credor que mais cobra é o governo. Se você tem dívidas com o governo, ele tira seu crédito, como aconteceu com o Flamengo. Por isso, a opção foi quitar todos os débitos com impostos e passar a dever a bancos. Em impostos, o Palmeiras só tem um problema de IPTU, também herança dos tempos do Mustafá.
PVC – Procede que você interferiu para a contratação do Muricy Ramalho e foi quem dificultou sua saída?
RAIOLA – O Muricy não precisa de amigos para ser contratado. O currículo dele fala por si só. E mais. Quando ele recusou a primeira oferta do Palmeiras, eu disse ao Toninho Cecílio que o melhor seria manter o Jorginho. Primeiro porque o time estava vencendo. Depois, porque isso representaria uma economia muito grande. Imagina se mantivéssemos o Jorginho e fôssemos campeões… Íamos acabar com a carreira de técnico no Brasil. Ninguém ia ganhar os salários que ganham hoje.
PVC – É verdade que o Muricy Ramalho não pediu nenhum jogador, como diz o Gilberto Cipullo?
RAIOLA – Pelo que eu sei, isso não é verdade. No final do ano passado, o Borges foi oferecido para o Palmeiras e não foi contratado por causa do salário pedido. Mas o clube pagou mais por jogadores de resultado mais questionável. O Muricy pediu o Douglas, que foi para o Grêmio, pediu o Muriqui. O Marquinhos, que agora está no Santos e jogou o Brasileirão pelo Avaí, esse o Muricy pediu também. Nenhum dos jogadores pedidos foi contratado.
PVC – Até que ponto a demissão do Muricy e a contratação do Antônio Carlos aumentou o déficit do Palmeiras?
RAIOLA – Não houve um problema pela sua saída. Nós deixamos de pagar uma quantia mensal ao Muricy e passamos a pagar bem menos ao Antônio Carlos. No fundo, há um saldo positivo para o Palmeiras na casa dos 20 mil reais mensais. A reunião da saída do Muricy foi a última de que participei como diretor. Eu havia comunicado ao presidente Belluzzo em dezembro que sairia. Ele me pediu para ficar até a aprovação das contas. Fiquei,mas deixando claro que sairia. Após a saída do Muricy, eu disse ao presidente: “O senhor está trocando o sofá!”
PVC – E a comparação com Luxemburgo?
RAIOLA – O Luxemburgo saiu falando coisas sobre mim. É preciso entender que o Palmeiras gastou 24 milhões de reais por dois anos de contrato com um técnico que tem mostrado resultados que comprovam seu declínio. Os jogadores que indicou também deram nenhum tipo de resultado. São parte desse período em que se gastou demais com jogadores que não dão retorno.
É só olhar os resultados do Santos, Palmeiras, Real Madrid para perceber que é um técnico em declínio.
Se o dinheiro fosse aplicado com um pouco mais de visão, haveria mais dinheiro no clube. Como eu disse, eu deixei o Palmeiras por não concordar com a gestão. Respeito muito as pessoas, mas não concordo com a gestão.

Belluzzo, se insistir em manter Cipullo no cargo, morrerá abraçado ao “primeiro ministro”. Será o abraço dos afogados.
Estão matando o Palmeiras!

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