quinta-feira, 10 de junho de 2010

Reprodução: Só Kléber não basta para o Palmeiras não virar Portuguesa…

O texto abaixo foi feito pelo Cosme Rímoli. Na maior parte das vezes, não concordo muito com o que ele escreve, desta vez, não concordo 100% mas acho que vale o aviso, pois um pouco de razão ele tem.
Repetindo São Marcos, "Kléber só não basta, ele não é Deus".
Post original aqui.

Reprodução


R$ 7 milhões por 50% de Kléber.
A metade dos seus direitos federativos.
Uma parte.
A outra continua com o Cruzeiro de Zezé Perrella.
Por trás de toda a festa dos sofridos palmeirenses com o retorno do seu atacante desejado, há a realidade.
Fria e nem tão digna de aplauso.
O clube vendeu a alma para ter parte de um jogador que completa 27 anos em agosto.
Atacante que foi reprovado no exame médico do Porto.
Nas 47 partidas que disputou pelo clube verde e que apaixonaram os torcedores ele marcou apenas 12 gols.
Foi expulso, deu cotoveladas, brigou feio com os donos da parceira Traffic.
Mas a gestão Belluzzo foi incompetente para não perceber o que Kléber significava para o Palmeiras.
Esta raiva incontida em campo representa o palmeirense que acompanhou os outros grandes ultrapassá-lo.
Sem visão para cair na conversa de Vanderlei Luxemburgo.
O clube poderia liberá-lo porque teria o melhor atacante brasileiro dos últimos anos:  Keirrison.
Menino habilidoso, mas imaturo, sem personalidade ou vontade de ficar no Palmeiras.
Só sonhava com o Barcelona.
Hoje está encostado na Fiorentina.
Ter uma diretoria que age com a falta de lógica de torcedores fanáticos custou caro.
São Paulo, Corinthians e Santos hoje vivem em outro patamar.
O glorioso Palmeiras foi tratado com desleixo, com impulsividade.
Emoção descontrolada que esses dirigentes não têm nas suas empresas.
O clube tem o potencial de uma equipe média, sujeito a seguidos vexames.
É comparado à Portuguesa, que perdeu a sua força e brilho ao longo dos anos por gestões incompetentes.
E a comparação é feita por próprios palmeirenses.
Joga dinheiro fora com as rescisões de Luxemburgo e Muricy.
E não tem um técnico de verdade.
Se ajoelha rezando, implorando pela volta de Luiz Felipe Scolari.
Apela para a chantagem emocional diante do dinheiro do Internacional e do Flamengo.
A Fiat bancou os R$ 7 milhões por metade de Kléber.
Não precisa ir longe.
Belluzzo deveria perguntar à Traffic quantos jogadores era possível contratar por R$ 7 milhões.
O clube torrou o bônus que o patrocinador deu no seu retorno ao Palmeiras.
Kléber era um velho sonho da torcida.
O Gladiador.
Os gols com raiva, as cotoveladas, os empurrões.
Kléber foi carregado em triunfo e apresentado como uma grande contratação.
E foi mesmo.
Principalmente levando em conta Robert, Ewerthon e outros atacantes menos qualificados do Palmeiras.
Mas é muito bom nesta hora de sangue italiano fervendo, lembrar das palavras de um santo.
Que conhece muito bem o plano superior.
Não o divino, mas os da conquista, dos títulos, da Libertadores da América.
"Kléber só não basta. Ele não é Deus."
Resumo feito por Marcos após a derrota para o Flamengo, em São Paulo, gol de Vagner Love.
Aquele mesmo que jurou amor ao voltar ao clube no ano passado.
O goleiro sabe o que fala.
Nem Kléber, nem Cristiano Ronaldo, nem Rooney, nem Pelé daria jeito sozinho neste Palmeiras.
A diretoria busca agora Valdívia.
Quem sabe buscando a solução no passado não encontre a competência que um dia fez esse clube um dos mais importantes do mundo.
Base de várias seleções brasileiras.
Hoje acumula vexames, atrasos em direitos de imagem...
Enquanto os rivais brigam por Libertadores, decidem Copa do Brasil...
Os palmeirenses sofrem com medo de rebaixamentos...
Fonte: Cosme Rímoli

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